Um estranho hóspede

Idéias, divagações, pensamentos, delírios e babadas de travesseiro, vindos da mente de alguém que acredita nunca estar no lugar certo, nem na hora certa.

26 Julho, 2005

Coisas de casal

Bom, havia tempos que não postava um belo mico, então vamos lá!

Este fim de semana fez um belo frio por aqui. Nada mais aconchegante que namoro caseiro, sofá quentinho que a sogra não deixa por os pés sobre... mas como ela estava fora, que se dane! :)

Já notaram que quando você consegue realmente se aconchegar bem - se bem que duas pessoas enormes num sofá apertado (coisas de casal) é difícil - você tem que sair freqüentemente de onde está ?

Eu estava bem aconchegado, deitado nos quadris dela (coisas de casal), estávamos vendo filmes na TV a cabo (puta coragem: As panteras detonando, George of the Jungle II, Cheetah Girls... só filme tipo forçação de barra à enésima potência) e tive que levantar pra fazer não sei o quê.

Como todo bom (leia-se "sacana") namorado (leia-se "sacana"), levei o cobertor comigo. Puxa, como mulher reclama! Ela protestou e reclamou do frio e eu divertia com as reações dela. Ccoisas de casal.

Novamente me deitei, nos cobrimos e continuamos vendo a enxurrada de absurdos cinematográficos, isso quando ela não resolvia fazer tour por todos os canais - mais ou menos 0,5 segundos em cada um - e depois esquecia onde estávamos vendo o filme e eu também. Coisas de casal.

Então eu me levando novamente para fazer não sei o quê e, com minha mente maquiavélica, arquiteto mais um plano maligno para sacaneá-la.

Seria uma operação blitzkrieg* e já a executei imediatamente, sem tempo para pensar nos contras: fui à cozinha, abri uma tubaína com bastante barulho para que ela soubesse onde eu estava, voltei correndo pelo pequeno corredor, parei, puxei seu cobertor para ficar com ele e voltar para a cozinha ouvindo as reclamações dela.

Plano perfeito, mas que não contava com um pequeno aparato, criado por alguma mente mais maquiavélica do que a minha justamente para derrubar pessoas em ações rápidas: o tapete na sala. Escorreguei no tapete e caí de bunda no chão.

Aí como ela riu por último, ela riu melhor... por horas... e vai rir ainda por dias (coisas de casal).

Naquela hora, como sempre, eu não queria estar ali. Se um dia eu voltar a fazer judô, tenho contas a acertar com aquele tapete.

Moral da história: quem puxa o cobertor dos outros tem seu tapete puxado.

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* Operação blitzkrieg: tática alemã na segunda guerra, que consistia em atacar o inimigo de forma rápida, dura e precisa, sem dar chance de revide.

3 Comentários:

Anonymous Ercilia disse...

ihihiihihihiihiihihiih

so vc mesmo

11:05  
Anonymous Karinna disse...

Iruuuu, iruuuuu!!!
Nós mulheres sempre rimos por último (coisa de casal!)!!!!!!
Beijos

10:59  
Blogger Drosofila disse...

Ahuehauhueahuuhea, coitado do meu papai!!!!

16:30  

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