ANDAR É MAIS EMOCIONANTE, parte 2
E a aventura continua. Sinceramente, eu acho que vou tirar carteira de pedestre pois, além de ser mais econômico deve ter mais algum outro motivo que ainda não descobri.
Continuo a oferecer aos meus leitores um tostãozinho do que encontro, quando saio da Estranha Hospedaria e vou trabalhar (vide post anterior)
TERCEIRO EXEMPLO
A mulher "atrasômetro". Todo dia eu a encontro em algum ponto do meu caminho. Não sei o nome, idade, de onde vem ou para onde vai, mas sei que ela passa sempre à mesma horinha da manhã pelo mesmo trecho que vai de minha casa até o portão da universidade em que trabalho, mas na direção contrária.
Por isso aprendi a medir meu status matutino (gostaram dessa?) pelo posicionamento da dita cuja no meu bairro. Se eu a encontro perto da minha casa, significa que estou atrasadíssimo e com certeza vou ouvir um "Boa tarde!" em resposta ao meu "Bom dia" ao chegar em meu pelourinho eletrônico.
Já quando nos encontramos pelo meio do (meu) caminho, eu vou chegar praticamente no horário, bem a tempo de poder dizer "Boa tarde" pro engraçadinho que faz isso comigo (a vingança é realmente deliciosa em certos momentos) e aí vou ter um começo de dia razoável.
Se eu a pego em frente ao tal portão da universidade, isso só pode significar que eu poderia ter dormido 5 minutinhos a mais... e eles vão fazer uma 'pusta' falta no meu precioso dia, além de eu ouvir o clássico "madrugou ou dormiu por aqui mesmo?" do engraçadinho que me disse "Boa tarde" na manhã anterior.
A única falha nesse sistema está quando eu não a vejo. Putz! Estou atrasadéééérrimo (vou me ferrar), adiantadéééééérrimo (que droga!) ou será que esqueci que é sábado e não trabalho (me ferrei!) ?
A despeito do engraçadinho que me dá boa tarde quando chego atrasado pela manhã... quem leu o post sobre o ônibus das crentes sabe o que se passa em minha mente em momentos como esse. Eu realmente não deveria estar ali.